João
João seria o mais novo dos doze discípulos. Tinha provavelmente cerca de vinte e quatro anos de idade quando foi chamado por Jesus. Era pescador de profissão, consertava as redes de pesca. Trabalhava junto com seu irmão Tiago Maior.
Deus é amor
Cerca de 92% do material contido no Evangelho não está em nenhum outro. Além disso, usa de símbolos e metáforas para transmitir seus ensinamentos. Ele descreve Jesus como o "Cordeiro de Deus", a "videira verdadeira" e a "luz do mundo".
Por Gustavo Souza
Catequista de adultos há quase 20 anos · autor dos Mapas Mentais da Bíblia
Os pontos-chave que o mapa mental de João organiza visualmente.
João seria o mais novo dos doze discípulos. Tinha provavelmente cerca de vinte e quatro anos de idade quando foi chamado por Jesus. Era pescador de profissão, consertava as redes de pesca. Trabalhava junto com seu irmão Tiago Maior.
O Evangelho não é tanto biográfico, é mais teológico e contemplativo, carregado de símbolos. João se concentra na pessoa de Jesus, com menor acentuação biográfica do que os sinóticos.
Foi manifesta nos livros da Bíblia a admiração de João por Jesus. Jesus chamou-lhe o filho do trovão e posteriormente ele foi considerado o “discípulo amado”.
Sua redação final se deu por volta do ano 100 d.C., provavelmente em Antioquia ou Éfeso. Nesta época os cristãos já foram expulsos das sinagogas.
A história conta que João esteve presente, e ao alcance de Jesus, até a última hora, e foi-lhe entregue a missão de tomar conta de Maria, a mãe de Jesus. "Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: eis aí tua mãe" (Jo 19,26-27).
Mais tarde João esteve fortemente ligado a Pedro nas atividades iniciais, tornando-se um dos principais sustentáculos da igreja de Jerusalém. A tradição indica que pregou na Ásia Menor, especialmente em Éfeso, onde teria encerrado o ministério com morte em idade muito avançada.
21 capítulos, divididos nas seções abaixo — com as passagens para você acompanhar na sua Bíblia.
O Evangelho de João começa com um prólogo poderoso que estabelece Jesus como o Verbo eterno de Deus, que estava com Deus desde o princípio e através de quem todas as coisas foram feitas. Esse prólogo destaca a vinda de Jesus ao mundo como a verdadeira Luz, oferecendo graça e verdade a todos os que creem nele. João Batista é apresentado como a testemunha dessa Luz, preparando o caminho para o ministério de Jesus.
O ministério público de Jesus é descrito com detalhes, começando com o chamado dos primeiros discípulos e seu primeiro milagre em Caná, transformando água em vinho. Jesus realiza numerosos sinais, como a cura do paralítico e a multiplicação dos pães, sempre acompanhados de profundos ensinamentos, como o discurso sobre ser o Pão da Vida. Encontros transformadores, como com Nicodemos e a mulher samaritana, revelam sua missão de trazer vida eterna a todos.
Jesus ministra intimamente aos seus discípulos durante a Última Ceia, lavando seus pés como exemplo de serviço e humildade. Ele os instrui sobre o novo mandamento do amor e promete a vinda do Espírito Santo. Jesus usa a metáfora da videira e dos ramos para ilustrar a necessidade de permanecer nele para dar frutos. Sua oração sacerdotal reflete seu desejo de unidade e proteção para todos os crentes.
A narrativa da paixão de Jesus é rica em detalhes, desde sua prisão no Getsêmani até seu julgamento diante de Pilatos. A crucificação é descrita com ênfase no cumprimento das Escrituras e no sacrifício redentor de Jesus. A ressurreição de Jesus é testemunhada primeiro por Maria Madalena e depois pelos discípulos, incluindo Tomé, que inicialmente duvida, mas posteriormente confessa: "Meu Senhor e meu Deus!". O epílogo do Evangelho de João apresenta uma aparição pós-ressurreição de Jesus no Mar da Galileia, onde ele reafirma o chamado de Pedro (João 21, 1-14). Jesus instrui Pedro a apascentar suas ovelhas, simbolizando o papel pastoral que ele desempenharia na igreja nascente (João 21, 15-17). O Evangelho conclui com um testemunho sobre a veracidade do relato e uma nota de que muito mais poderia ser escrito sobre os feitos de Jesus.